Diabetes, hipertensão, colesterol alto e obesidade são doenças crônicas relacionadas ao risco cardiovascular. Elas podem afetar o coração e os vasos por mecanismos diferentes. Além disso, é comum que duas ou mais estejam presentes na mesma pessoa.
Isso não significa que uma complicação cardíaca seja inevitável. O risco varia conforme idade, histórico familiar, tabagismo, resultados de exames, outras doenças e controle de cada condição.
Por que as doenças crônicas afetam o coração?
Essas condições podem favorecer lesões nos vasos, aterosclerose e sobrecarga do coração. Quando coexistem, os fatores de risco podem se somar. Por isso, a prevenção e o tratamento precisam ser individualizados.
Diabetes
O diabetes ocorre quando a glicose no sangue permanece elevada por alteração na produção ou na ação da insulina. Ao longo do tempo, o excesso de glicose pode lesar vasos sanguíneos e aumentar o risco cardiovascular.
Controlar a glicose é importante, mas não é o único cuidado. Pressão arterial, colesterol, função renal, alimentação, atividade física e tabagismo também devem ser avaliados.
Hipertensão arterial
Na hipertensão, a pressão permanece elevada e pode danificar as artérias. Sem controle, ela aumenta o risco de AVC, doença coronariana, insuficiência cardíaca e doença renal.
Como a pressão alta muitas vezes não causa sintomas, a medição correta e o acompanhamento são essenciais. Veja também como medir a pressão arterial corretamente.
Colesterol alto
Níveis elevados de colesterol LDL podem favorecer a formação de placas nas artérias. Esse processo, chamado aterosclerose, pode reduzir o fluxo sanguíneo e aumentar o risco de infarto e AVC.
O resultado deve ser interpretado junto com os demais fatores de risco. Entenda melhor como interpretar o exame de colesterol.
Obesidade
A obesidade é uma doença crônica e complexa. Ela pode estar associada a pressão alta, diabetes tipo 2, apneia do sono e alterações do colesterol. Esses fatores ajudam a explicar sua relação com o risco cardiovascular.
O cuidado não deve se limitar ao número da balança. Hábitos, composição corporal, sono, saúde mental, exames e outras condições clínicas também precisam ser considerados.

Como reduzir o risco cardiovascular?
O plano de cuidado depende do perfil de cada pessoa. Em geral, ele pode incluir:
- Acompanhar pressão, glicose e colesterol.
- Usar os medicamentos conforme orientação.
- Não fumar.
- Manter atividade física adequada às condições de saúde.
- Priorizar uma alimentação equilibrada.
- Cuidar do sono e da saúde mental.
- Realizar consultas e exames na frequência indicada.
Nunca interrompa medicamentos ou altere doses por conta própria. O tratamento deve considerar benefícios, riscos e metas individuais.
Quando procurar avaliação?
Quem convive com uma dessas doenças deve manter acompanhamento regular, mesmo quando se sente bem. Se houver dor forte no peito, falta de ar intensa, desmaio ou sinais neurológicos súbitos, procure atendimento de urgência.
Para uma avaliação individual do risco cardiovascular, agende sua consulta com o Dr. Fábio Lordelo.